sábado, 11 de dezembro de 2010

O que é a paixão?

Senão uma vontade louca de ficar
Junto da pessoa a qual sentimos
Aquele tesão, sedução,
Luxúria, prazer.

Paixão é coisa carnal
Coisa de cheiro
De pele
De emoção.

De olhar, sentir...
Acariciar e deixar-se acarinhar.

Paixão é ficar boba de repente.
Sentir o mundo girar
E ficar nua frente aos preceitos morais.

E esquecer os preconceitos
E vive-la intensamente
Na loucura de doar-se ao ser Paixão.
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(Camila B. Pacheco)

Então é Natal...


...Final de ano
esperanças de um ano melhor
Papai Noel chegando
com um saco cheio de ilusões
sonhos inalcansáveis

Lágrimas interiores
tranformam-se em risos exteriores
a Ilusão
o engano
o Natal

a palhaçada se repete
espetáculo anual
dinheiro pros comerciantes
misérias pro povo

Então é Natal...

...a fome assola,
a guerra mata
o tráfico se diverte

a Palestina sangra
o Nordeste seca
o Rio de Janeiro arde em fogo
as periferias morrem

...morrem...morrem...morrem


crianças exterminadas
sonhos que não existem

Parabéns Papai Noel filho de uma puta!!!!
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(Camila B. Pacheco)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Os olhos da inocência.

Ao ver os olhos claros da inocência,
Feridos pela imensa covardia.
Daqueles que esmagando um novo dia,
Demonstram a terrível inclemência,

Em frágeis mãos a dor da penitência

Clamando por alguma fantasia,
Enquanto a corja imunda se associa
Levando aos inocentes a demência.

Abutre que devora um embrião,
Vendendo pouco a pouco esta nação,
Roubando do infeliz quase faminto.

Quem dera se um Bom Deus em amizade
Salvasse da fatal iniquidade,
Tornando este animal/ladrão extinto.
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(Camila B. Pacheco)

Não chore menina!

Quando a alma se desprende, o tempo retorna,
No exato momento... Uma outra vez, uma outra voz,
Uma loucura repetitiva, um eco...eco...e...co,
Quem é no teu espelho? E no meu?
Uma procura vazia, uma resposta evasiva,
Quando o corpo se desdobra, aos poucos nada existe,
Tentando continuar como se o fim fosse uma mentira,
Tentando continuar, uma outra vez, uma outra voz,
Com se soubesse o instante exato de toda exatidão,
Usando a segurança que o momento proporciona,
Segurança corrompida, esperança adulterada,
Um cubo com os seus seis lados perfeitos, lado...
Ouvindo a velha canção, execução, exclusão, solidão, desespero, violência, o paraíso,
Simetria, acordes perfeitos de um passado que retorna,
Fabuloso Carma, arrastando tempo, as correntes,
Mas tem de merecer, sem calor, sem um colo,
Um seio vazio, mais uma vez,
Menina sozinha, não chore,
Faz frio quando ninguém te espera, eu sei,
A pratica traz a ilusão,
Menina por favor, não chore, você tem meu abraço,
Você tem meu amor,
Você tem um retorno seguro,
Mas quem me segura?
Eco...co... co... quem me segura... ura..ura...ra,
Eu... Eu...Eu,
Não chore menina, tuas lagrimas, tua ruína.
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(Camila B. Pacheco)

Use-me e abuse-me.

Use-me,
abuse-me,
aprecie-me
sem moderação
acaricie-me,
beije-me,

acelere os batimentos
de meu coração
chupe-me,
lambe-me,
encha-me de prazer,
com você quero muito
sexo, amor e paixão.

Ainda eu me apaixono,
já tive várias noites de
bons “sonos e sonhos”
...e que sonhos,
seus toques, beijos,
mordidas, cheiro,
lambidas, abraços...

com todo esse seu fulgor,
toda essa sua paixão
ainda me deixará sem chão,
ainda parará meu coração
com tantos prazeres sem moderação.
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(Camila B. Pacheco)

"Horizonte Azul".

Enfeitar a vida ...
com um laço de fita
retirar os nós ...
com calma
caminhar lentamente ...
na terra

Adornar o peito ...
com pétalas
dormir vendo ...
estrelas
sonhar ouvindo ...
o pulsar do coração

descansar ...
a dor que maltrata
esculpir ...
um horizonte azul
desenhar ...
a alma no papel maché

Gritar ...
a liberdade de nascer
ousar ...
por nunca temer
crer ...
que tudo pode ser.

Amar até não mais ceder.
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(Camila B. Pacheco)

Apenas Amor.

Quando estou contigo
não sou eu e tu
apenas SOU
uma alma singular

Amar-te meu querido
é respirar o teu existir nú
e implorar pelo teu calor
que me faz simplesmente delirar

Não há harmonia mais deliciosa
como o bater dos nossos corações
Não há desejo mais prazeroso
como a voz das nossas almas

Nosso amor, fórmula formosa
rica em delírios, desejos e paixões
Nosso amor, componente fogoso
onde juntos, somos suas chamas

Quando estou contigo
não sou eu e tu
apenas sou
Amor.
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(Camila B. Pacheco)

Ame-me!

Ame-me
Pelo amor
E não pelo que eu sou

Ame-me
Por eu ser tudo aquilo
De que um dia precisarás
Para viver

Ame-me
Pelos meus olhos
Pois através deles,
Enxergarás a eternidade

Ame-me
pela minha sensibilidade,
integridade
pelas belas palavras
que saem dos meus lábios

Ame-me
Por que eu te amo, e
Assim hás de me amar
Por toda a eternidade.
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(Camila B. Pacheco)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Anjo Podre.

Não sinta saudades do que não pode tocar,
Ele não te espera na sacada nas noites frias,
Talvez te ame, ou apenas te suporte, talvez nem exista,
Não julgue quem não pode ser atacado, não julguem, ele é o reflexo no seu espelho,
Ele é o reflexo de toda tristeza e solidão,
Um criminoso, ladrão de amor, ele rouba a sua vida, rouba teu coração,
O seu destino é partir, sempre partir, sem olhar o que ficou pra trás, sem nenhum remorso,
Ele usa o dom cruel que carrega debaixo das asas, o dom de apagar as pessoas,
Não sinta saudades de um anjo podre que não te guarda,
Ele não te espera na sacada nas noites frias, ele nem sequer acende a luz do corredor,
Não zele por ele, pois ele nunca zelara por ti,
Desse jeito estúpido, mais que de repente, você chega ao fim da vida, e vê que tudo o que fez por ele nunca foi retribuído,
É um amor que vai e não volta, nunca é recíproco,
O anjo que devia te guardar vai embora, e você morre sozinho,
Maldito o Anjo que vai embora, maldito o anjo fraco que nunca te ajudou, maldito foi o perdão que você doou,
E ainda assim, você o ama, com todas as forças,
E quando prestes a morrer, a única palavra que diz, a ultima palavra,
...Amor,
Quando o corpo acaba e tudo o que sobra é espírito,
Você se tornou o que desejava nunca ser, um reflexo do seu errado,
E tudo o que dizem de você é clássica, em português erudito,
Maldito o anjo que não te espera na sacada em noites frias,
E você permanece no escuro,...Nem sequer acendeu a luz do corredor,
E quando seu corpo não mais existe, o que sobra é o espírito antigo, espírito de algo que ainda esta por vir,
De algo que já acabou, de algo que nem começou, a essência da saudade, um anjo podre,
E você ainda vive, triste coincidência.
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(Camila B. Pacheco)