terça-feira, 10 de novembro de 2009

Justiça dos Homens.


O tiro ecoa ao longe
No céu brilham metais
No chão alvos fatais
E choros incontidos
Não foi Deus!
Não fui Eu!
Foram Eles!


No chão leitos de sangue
Abrigam corpos calados
Uns civis, outros soldados
E olhares sobreviventes
Oram a Deus!
Pedem por Mim!
Temem por Eles!


Seja eu a calar seu grito
A cravar seu peito insano
Fazer justiça ao desumano
E tomar de volta a paz
Que Deus quer!
Que Eu quis!
Que Me fez um deles!


Cidades refletem nas chamas
A história de cada menina
Sepultada nas ruínas
Num ritual antigo
Que não é de Deus
Nem Meu
É dos Homens!
.
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(Camila B. Pacheco)

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