quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Menina - Mulher...De Rua.


Menina de rua
De trapo rasgado
Quase nua
De olhar largado
.
De mão estendida
Triste ao pedir
O sustento da vida
Gesto que faz sem sentir
.
A cena se repete
Dia a dia
O semblante já reflete
A luta travada lá na via
.
Nos ombros carrega
Sacola velha surrada
Onde a moeda escorrega
Se junta a outra já guardada
.
Menina, mulher-menina,
Que não é mais criança
Embora tenra e franzina
Carrega gravidez que avança
.
Alisa de maneira afetuosa
A barriga que está aparecendo
Como a sonhar amorosa
Com a outra que está crescendo
.
Menina de rua inocente
Que passa de mão em mão
Acaso prostituta, a mais recente.
Triste sina de um mundo cão
.
Largada de mãe, família desconhecida
Alheia a sociedade ela continua
Corre, segue a sua vida insólita
Destino de mulher-menina de rua.
.
.
.
(Camila B. Pacheco)

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